Como funciona o atendimento

Meu trabalho parte de uma ideia simples: antes de tentar encontrar respostas, é preciso compreender a pessoa, sua história e o contexto em que aquilo que ela vive hoje foi construído.

O atendimento é individual e acontece em um espaço profissional de escuta, investigação e elaboração.

Você não precisa chegar sabendo explicar exatamente o que sente, nem organizar previamente tudo aquilo que gostaria de falar.

Em resumo: meu atendimento combina escuta, investigação da história, compreensão e elaboração. A Bioperceptiva é uma das principais bases utilizadas para investigar possíveis conexões entre experiências vividas, contextos e aquilo que a pessoa apresenta no presente.

Você pode começar pelo que consegue trazer

Algumas pessoas chegam sabendo exatamente o que gostariam de trabalhar.

Outras sabem apenas que não estão bem.

Há também quem tenha vivido acontecimentos importantes, mas nunca tenha conseguido falar sobre eles com liberdade ou sem medo de julgamento.

Por isso, o atendimento não começa com a exigência de que você apresente uma história pronta.

Começamos pelo que você consegue trazer naquele momento.

A partir daí, vamos construindo compreensão.

Escutar é importante. Investigar também.

O primeiro passo é criar condições para que você possa falar com segurança.

Mas meu trabalho não se limita à escuta.

Ao longo do processo, investigamos acontecimentos, relações, contextos, conflitos e experiências que possam ser relevantes para compreender aquilo que está acontecendo hoje.

Isso pode envolver diferentes períodos da vida, relações familiares, perdas, situações traumáticas, mudanças importantes, acontecimentos difíceis de contar ou experiências que aparentemente ficaram no passado, mas continuam produzindo efeitos no presente.

Cada história é investigada individualmente.

Não parto da ideia de que existe uma única explicação pronta que possa ser aplicada a todas as pessoas.

Ver questões que podemos trabalhar →

Um processo que acontece em etapas

1. Falar

Você traz aquilo que está vivendo, aquilo que aconteceu ou aquilo que ainda não consegue compreender.

Não é necessário contar tudo de uma vez.

O processo acompanha aquilo que é possível trabalhar naquele momento.

2. Ser compreendido

Escutar também significa compreender contexto.

O que aconteceu? Quando aconteceu? Quem estava envolvido? O que aquela experiência representou para você? O que mudou depois dela?

São perguntas como essas que ajudam a transformar acontecimentos isolados em uma história que começa a fazer mais sentido.

3. Compreender-se

À medida que diferentes elementos da história aparecem, podemos investigar relações entre experiências vividas, conflitos, padrões, percepções e aquilo que continua presente hoje.

Compreender-se não significa reduzir tudo a uma causa.

Significa ampliar a visão sobre o próprio percurso.

4. Elaborar

Algumas experiências continuam exercendo influência mesmo quando intelectualmente sabemos que ficaram no passado.

O trabalho terapêutico também envolve elaborar aquilo que foi vivido, percebê-lo de outra forma e trabalhar os significados que continuam ligados àquela experiência.

5. Enxergar novas possibilidades

Quando a pessoa compreende melhor sua história, pode começar a perceber o presente de outra maneira.

O objetivo não é apagar o passado.

É trabalhar aquilo que ainda permanece ligado a ele e ampliar as possibilidades de escolha no presente.

  1. Falar
  2. Ser compreendido
  3. Compreender-se
  4. Elaborar
  5. Enxergar novas possibilidades

Onde entra a Bioperceptiva

A Bioperceptiva é uma das principais bases da minha forma de trabalhar.

Sou cocriador do método, desenvolvido para ampliar a investigação da história individual e ajudar a compreender possíveis relações entre experiências vividas, contextos, conflitos e aquilo que a pessoa apresenta no momento atual.

Ela não substitui a escuta da pessoa por uma interpretação pronta.

Ao contrário: a história precisa ser investigada.

Um mesmo acontecimento pode ter significados completamente diferentes para pessoas diferentes.

Por isso, mais importante do que perguntar apenas “o que aconteceu?” é compreender como aquilo foi vivido por aquela pessoa, naquele momento e naquele contexto.

A Bioperceptiva participa dessa investigação e da construção de uma compreensão mais ampla do caso.

Nem toda sessão acontece da mesma maneira

Uma sessão pode começar por algo que aconteceu naquela semana.

Em outra, podemos retomar um acontecimento antigo que passou a fazer mais sentido depois de uma conversa anterior.

Às vezes, uma lembrança aparentemente secundária abre uma nova linha de investigação.

Em outros momentos, o trabalho está menos voltado a descobrir novas informações e mais a elaborar algo que já foi compreendido.

Por isso, o atendimento não segue um roteiro rígido.

Existe uma direção terapêutica, mas ela acompanha aquilo que emerge da história e do processo de cada pessoa.

Quanto tempo dura uma sessão?

As sessões individuais têm duração de até aproximadamente 60 minutos.

O tempo é utilizado para escuta, investigação e trabalho terapêutico, de acordo com aquilo que estiver sendo trabalhado naquele encontro.

A necessidade de continuidade e a frequência das sessões são avaliadas de acordo com cada processo.

Atendimento online

O processo pode ser realizado por videochamada, em ambiente reservado.

O atendimento online permite que pessoas de diferentes cidades e regiões realizem o acompanhamento sem necessidade de deslocamento.

Para que a sessão aconteça com privacidade e concentração, é importante estar em um local onde seja possível conversar com tranquilidade e sem interrupções.

Conheça o atendimento online →

E quando existe acompanhamento médico ou psicológico?

O atendimento terapêutico integrativo não precisa substituir outros cuidados.

Quando uma pessoa já realiza acompanhamento médico, psicológico ou de outro profissional, esses acompanhamentos podem coexistir.

Quando a situação indicar necessidade de avaliação ou acompanhamento de outra área, isso também pode ser recomendado.

O objetivo é trabalhar de forma responsável dentro dos limites do atendimento terapêutico integrativo.

Algumas perguntas comuns

Preciso saber exatamente qual é o meu problema?

Não.

Muitas pessoas procuram atendimento justamente porque percebem que alguma coisa não está bem, mas ainda não conseguem compreender ou explicar o que acontece.

Essa investigação pode fazer parte do processo.

Preciso contar tudo na primeira sessão?

Não.

Você pode começar pelo que consegue falar naquele momento.

Confiança e compreensão são construídas ao longo do processo.

É apenas uma conversa?

Não.

A conversa é o meio pelo qual conhecemos sua história, mas o trabalho envolve investigação, compreensão, elaboração e construção de novas perspectivas.

A Bioperceptiva é utilizada em todos os atendimentos?

Ela integra minha forma de compreender e investigar os casos, mas o atendimento não é realizado a partir de um roteiro rígido.

O que ganha maior importância depende da história, da necessidade e do momento de cada pessoa.

Quantas sessões vou precisar?

Não existe um número que possa ser definido antecipadamente para todas as pessoas.

Histórias, necessidades e processos são diferentes.

A continuidade é avaliada ao longo do acompanhamento.